Há 1 ano, a psicopedagoga Letícia Casonatto e a adestradora Janaína Ganzer resolveram unir suas especialidades e criar um projeto que oferece um atendimento especial aos pequenos pacientes. Saiba mais sobre a Terapia Assistida por Cães e como ela auxilia no desenvolvimento infantil.

A Terapia Assistida por Cães é uma prática realizada por profissionais das áreas da saúde e educação com o objetivo de promover o desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo e social dos pacientes. No projeto desenvolvido por Letícia e Janaína, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, seu público-alvo são as crianças com condições especiais, como o autismo, ou com dificuldades de aprendizagem e transtornos psíquicos, neurológicos ou emocionais.

A ideia surgiu quando Letícia adotou Pipoca, uma border collie, hoje com 2 anos de idade. Com a pet, a psicopedagoga começou a praticar o canicross e em 2017 se tornou Campeã Gaúcha de Canicross, em um campeonato oficial promovido pela Vai Totó. Para ajudá-la na atividade com Pipoca, Letícia procurou um centro de adestramento e conheceu a iniciativa de Janaína e César, os quais já trabalhavam com a Terapia Assistida por Cães.

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A psicopedagoga começou a praticar o canicross com a pet, uma modalidade de corrida que une o cão e seu tutor.

Foi então que tiveram a ideia de fazer uma parceria e oferecer um trabalho diferenciado aos pacientes da clínica de Letícia. De acordo com ela, a prática já possui resultados visíveis nas crianças que atende, o que faz com que sua dedicação ao projeto só aumente.

Ela explica, ainda, que durante a Terapia Assistida por Cães há produção e liberação do hormônio endorfina no corpo do paciente, o que resulta em uma sensação de bem-estar e de relaxamento, assim como em uma diminuição da pressão arterial.

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Segundo a psicopedagoga, além dessa redução na ansiedade, os benefícios observados nos pacientes podem ser: físicos, pela inibição da dor; mentais, pelo estímulo à memória; e sociais, pela melhora na comunicação, maior sensação de segurança, aumento da confiança, diminuição da solidão, recuperação da autoestima, desenvolvimento do sentimento de compaixão e estímulo à aprendizagem.

O labrador Jack é que participa das sessões nas quais são elaboradas atividades a partir do objetivo traçado para cada paciente. O cão age como elemento motivador; com ele, a criança estabelece, aos poucos, um vínculo de afetividade, confiança e parceria. Isso promove o seu bem-estar e a estimula a realizar diferentes atividades que promovem o seu desenvolvimento integral.

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